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Planejamento Tributário: O Que Está Levando Empresas Médias ao Colapso no Brasil

Mais de 60% das empresas no Brasil operam com margens de lucro abaixo de 10%. A falta de planejamento tributário está quebrando empresas médias — e boa parte dessas falências poderia ser evitada.

Atualmente, o Brasil conta com cerca de 23 milhões de empresas ativas, mas mais de 7,3 milhões estão inadimplentes, acumulando dívidas que superam R$ 170 bilhões. Muitas delas caminham rapidamente para a informalidade ou encerram suas atividades. E o que está por trás disso?

– A ausência de um planejamento fiscal adequado.

Empresas de médio porte, especialmente aquelas com fluxo de caixa apertado e pouca previsibilidade de receita, enfrentam uma carga tributária elevada e pouco espaço para erro. Sem orientação contábil e jurídica especializada, acabam deixando de cumprir obrigações mensais, acumulam passivos e perdem a capacidade de reação.

Segundo o advogado e contador Marcos Pelozato, especialista em reestruturação empresarial, o maior erro é buscar ajuda apenas quando a crise já está instalada.

“O empresário médio geralmente só procura apoio quando está à beira do colapso. Mas o ideal é agir antes, com análise de custos, revisão do regime tributário e reorganização administrativa. Isso salva a empresa antes da crise”, afirma Pelozato.

Apesar do número alarmante de empresas endividadas, menos de 0,01% recorreram à recuperação judicial em 2024. Isso revela um problema ainda mais sério: a falta de informação sobre as ferramentas legais e estratégias disponíveis para evitar a falência.

 “Advogados, contadores e empresários precisam se atualizar. Existe sim um caminho possível, e muitas vezes simples, para recuperar a saúde financeira da empresa — mas isso exige preparo técnico e atuação preventiva”, destaca Pelozato, que também lidera programas de formação para profissionais atuarem na gestão de crise empresarial.

– A informalidade, vista por alguns como um alívio temporário, é um risco enorme:

  • Prejudica o acesso ao crédito
  • Afasta investidores
  • Coloca a empresa à margem da lei
  • E torna sua sustentabilidade quase inviável

Reestruturar não é remediar — é planejar.
Revisar contratos, reorganizar passivos tributários, otimizar custos e escolher o regime fiscal mais adequado são ações fundamentais que precisam acontecer antes da crise, não durante.

O dado mais revelador? Apenas 6% dos donos de micro e pequenas empresas buscaram ajuda profissional preventiva em 2024. Em contraste, 60% das empresas encerram as atividades antes de completarem 5 anos.

A reestruturação empresarial deve ser tratada como uma política contínua, não como uma resposta emergencial.
Com o apoio de profissionais especializados, é possível mudar esse cenário — e salvar muitos negócios.

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