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Reforma Tributária e Importações: impactos e desafios para empresas brasileiras

A reforma tributária em tramitação deve alterar de forma estrutural o ambiente de negócios no Brasil, e um dos setores mais impactados será o de importações. A mudança do atual sistema — complexo, fragmentado e marcado por benefícios fiscais estaduais — para um modelo uniforme baseado no destino exigirá uma verdadeira reconfiguração das cadeias logísticas e das estratégias tributárias das empresas.

O que muda?

  1. Extinção dos benefícios estaduais até 2032
    Programas como o TTD 410 (SC), o Invest (ES) e o TTS Corredor de Importação (MG), que atualmente reduzem custos fiscais e atraem investimentos, serão eliminados gradualmente.
  2. Novo modelo de tributação
    Os atuais tributos incidentes na importação (PIS, Cofins, ICMS e IPI) serão substituídos pela CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços). A definição do local de incidência — no destino da operação — mudará a lógica atual, afetando diretamente o fluxo de caixa e a margem operacional das importadoras.
  3. Fim das vantagens da intermediação
    As trading companies, que atuam como intermediárias em operações de encomenda, podem perder espaço, já que o modelo tende a favorecer compras diretas entre o fornecedor estrangeiro e o importador final.

Principais preocupações das importadoras

  • Aumento da carga tributária efetiva na entrada de mercadorias.
  • Perda de incentivos regionais que hoje garantem competitividade.
  • Necessidade de redesenhar rotas logísticas e fiscais.
  • Maior burocracia no período de transição entre os regimes.

Segundo especialistas, a carga tributária na importação já é considerada elevada e incide sobre bases de cálculo distintas, o que dificulta a previsibilidade financeira. A eliminação de incentivos estaduais tende a ampliar esse desafio.

O que as empresas devem fazer?

Diante desse novo cenário, será indispensável que importadoras e demais agentes do comércio exterior invistam em:

  • planejamento tributário integrado, considerando o período de transição até 2032;
  • revisão de contratos e políticas de precificação;
  • adequação de rotas logísticas e de suprimento;
  • avaliação estratégica dos impactos sobre o fluxo de caixa.

Conclusão

A reforma tributária traz consigo a promessa de simplificação e uniformização, mas também impõe riscos relevantes às empresas que dependem de importações. A capacidade de adaptação será determinante: quem agir preventivamente poderá transformar o cenário em vantagem competitiva; quem deixar para reagir corre o risco de enfrentar aumento de custos e perda de mercado.

Alerta: é hora de preparar sua empresa. A assessoria jurídica e tributária especializada será essencial para navegar com segurança pelas mudanças que se aproximam.

 

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